Nada como amigos que escrevem muito bem, para as horas de maré vazante de criatividade!!
Por Thaís Hannuch
Talvez
"Talvez não fosse para ser. A realidade vivida de bons momentos tinha um papel fugaz. Nem bom, nem mau. Tampouco certo ou errado. Eram somente instantes que precisavam ser vividos para haver boas e felizes lembranças. O prelúdio de uma felicidade – mais madura – anunciada. Afinal de contas, o que seria do amor sereno, nao fossem os tormentos das loucas paixões?
Qual significado maior poderia haver em apaixonar-se não fosse para que se aprenda a amar?
Como saber desfrutar de um amor tranquilo, saboroso, sem conhecer a acidez conflitante de um sentimento enormemente passageiro? Sem resgatar lembranças de segundos tão intensos – de pequenas partículas de poeira suspensas no ar -, cheiros inesquecíveis e toques aquecidos.
Sim. Há saudade. De um passado arrebatador e de um sonho de futuro belíssimo. Como se todos os dias da vida fossem finais felizes de novela. Isso com a ingenuidade de não saber que se houvesse apenas finais felizes, os momentos todos seriam tristes."
16.12.09
7.12.09
Bar bom é bar ruim!!
Autor: Antonio Prata
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe,mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos avanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditandoresolver aí quinhentos anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinho bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como pont freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?). – Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe,mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos avanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditandoresolver aí quinhentos anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinho bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como pont freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?). – Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
1.11.09
6.10.09
Nova Onda,,,
Po galera recebi de um colega do Clube de Montanha do Paraná um desabafo e ao mesmo tempo um alerta pra todos nós, hipocritas ecologicamente dizendo!
Ai vai!!! Veleu Gabiru!
"Já não bastasse as grandes industrias de químicos agora também a gigante da comunicação resolve vestir o manto ecológico para ganhar a confiança de todos nós...
Afinal , como dizia o Galeano "somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação e o lucro imediato".... Neste mundo em que tudo está ao avesso é mesmo cabível uma estratégia de grandes empresas de lavar a imagem com a palavra ecologia, para se safarem da condenação pela catastrofe diária que promovem no ambiente...
A Google planta arvores a cada 50.000 acessos, com certeza deve plantar, ao mesmo tempo rebaixa o cidadão à estupidez de achar que fazendo sua parte com seus acessos o mundo está à salvo...
Ao achar que as arvores plantadas farão alguma diferença em vista do desastre que é o desmatamento e a desertificação sistemática de grandes ambientes gerada pelos mesmos conglomerados empresariais que nos disponibilizam um site pretinho que economiza energia...
Ah,vamos economizar energia! Sim... com uma tela preta... pra sobrar mais energia para as siderurgicas utilizarem, junto com os milhões de megawats que extraem de imensas hidreletricas que modificam um biotopo inteiro. Mas é claro, elas precisam disso para produzir mais e mais quinquilharias que enchem as cidades, quem faz errado é a população gastando energia em excesso em casa....
Assim parece que o próprio cidadão é o culpável pelas calamidades ambientais...e não quem realmente as causa...
Estupidos somos nós mesmos, ao engolir tal idiotice e ainda dar mais lucro à quem defende uma lógica social e econômica fundada na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, que nos está enfermando o corpo, envenenando a alma e nos deixando sem mundo.
Acorda galera!"
gabiru
Ai vai!!! Veleu Gabiru!
"Já não bastasse as grandes industrias de químicos agora também a gigante da comunicação resolve vestir o manto ecológico para ganhar a confiança de todos nós...
Afinal , como dizia o Galeano "somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação e o lucro imediato".... Neste mundo em que tudo está ao avesso é mesmo cabível uma estratégia de grandes empresas de lavar a imagem com a palavra ecologia, para se safarem da condenação pela catastrofe diária que promovem no ambiente...
A Google planta arvores a cada 50.000 acessos, com certeza deve plantar, ao mesmo tempo rebaixa o cidadão à estupidez de achar que fazendo sua parte com seus acessos o mundo está à salvo...
Ao achar que as arvores plantadas farão alguma diferença em vista do desastre que é o desmatamento e a desertificação sistemática de grandes ambientes gerada pelos mesmos conglomerados empresariais que nos disponibilizam um site pretinho que economiza energia...
Ah,vamos economizar energia! Sim... com uma tela preta... pra sobrar mais energia para as siderurgicas utilizarem, junto com os milhões de megawats que extraem de imensas hidreletricas que modificam um biotopo inteiro. Mas é claro, elas precisam disso para produzir mais e mais quinquilharias que enchem as cidades, quem faz errado é a população gastando energia em excesso em casa....
Assim parece que o próprio cidadão é o culpável pelas calamidades ambientais...e não quem realmente as causa...
Estupidos somos nós mesmos, ao engolir tal idiotice e ainda dar mais lucro à quem defende uma lógica social e econômica fundada na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, que nos está enfermando o corpo, envenenando a alma e nos deixando sem mundo.
Acorda galera!"
gabiru
6.9.09
Não AZUL,,,agora VERDE...
Decidir que não quer mais o que sempre quis nem sempre é facil, aliás é sempre complicado, como fazer a sua mãe entender que vc não gosta mais de azul e que agora vc gosta de verde, sendo que o azul sempre foi sua cor predileta,,,e o que dizer para o azul, olha azul eu sempre fui louco por vc mas agora eu adoro verde,,, fora ter que aguentar o resto do mundo dizendo as qualidades do azul, todas aquelas que vc sempre adimirou,,,mas que por inumeras coisas já não quer mais,,,
Eh!!!...Decidir que não quer é sempre muito mais complicado,,, era mais facil decidir que quer verde do que,... que não quer mais azul...
E a maré vai subir,,,
Eh!!!...Decidir que não quer é sempre muito mais complicado,,, era mais facil decidir que quer verde do que,... que não quer mais azul...
E a maré vai subir,,,
9.7.09
Escola MAR
Temos mania de olharmos para as coisas e procurarmos quais os defeitos delas, sempre, por mais que tenhamos gostado do que vimos, sempre tentamos achar aquela coisa pra desvalorizar aquilo, o mar nos ensina relamente o contrário, a hora que você está sentado la fora esperando aquela onda que virá pra você e a hora que vc pega a tal onda, que ela é sua, ai nada no mundo tem defeito, aquele momento é perfeito, por mais que a onda não seja tão boa, ou tão perfeita pra quem a vê, mas quem está ali em cima da prancha sabe que aquilo é um momento perfeitoooo!!!
Momento de ausência pura de tudo que há de ruim, é a harmonia do seu corpo flutuando no oceano, como não ser um momento perfeito??
Talvez se conseguirmos pensar assim no nosso dia, em entrarmos em harmonia com o que estamos fazendo, com certeza teriamos infinitos momentos perfeitos durante o dia, pense que cada atitude sua tem que ser uma onda surfada,,,
A vida seria muito mais colorida! surfem!
Momento de ausência pura de tudo que há de ruim, é a harmonia do seu corpo flutuando no oceano, como não ser um momento perfeito??
Talvez se conseguirmos pensar assim no nosso dia, em entrarmos em harmonia com o que estamos fazendo, com certeza teriamos infinitos momentos perfeitos durante o dia, pense que cada atitude sua tem que ser uma onda surfada,,,
A vida seria muito mais colorida! surfem!
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